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NOTÍCIAS DE PSICANÁLISE

 

2009/10

 

SEMINÁRIOS 

PSICANÁLISE

ORIENTADOS  

MARIA BELO /RUY PEREIRA

1º Seminário

Maria Belo

Dia 7 de Outubro às 19h

Local 

ALI-Centro Português de Psicanálise 

R.Nova do Almada nº 36 3ºesq

Lisboa

Mais Informações 213244441 

 

Para Ler 

Artigo de Vitor Igor Lobão  

 "Em ti mais do que tu mesmo"

na secção Dossiers do menu.

 

Ler mais...
 
Editorial

Há talvez uma explicação a dar: porquê um sítio electrónico, vulgo sítio, conviria a psicanalistas e, por isso ao Centro Português de Psicanálise - CPP. Não, a psicanálise não se pratica nem se transmite na Internet. Mas talvez num sítio, como nos jornais ou nos livros, algo possa ser dito que desperte em alguns a "cupidez curiosa" de que falava Freud (das Wiessbegierde) levando-os a procurar a psicanálise onde ela paira: na língua, na linguagem, na fala e até no divã de um psicanalista. Mas abrir um sítio pode também fazer-nos correr o risco de desviar a escuta dessa fala dando primazia ao olhar e à doxa.

O problema para os humanos que somos está na fala (e, por acréscimo, na sexualidade). Na educação, na governação, na psicanálise, profissões insustentáveis, - impossíveis dizia Freud - às quais Lacan acrescentou a ciência, o que angustia o profissional é a fala: a do outro e a própria. Talvez mais a própria, aliás. São trabalhos em que aquele que os exerce sabe que é aquilo que disser no seu exercício, o que faz acto. Eis o que é duro de sustentar.

Daí que, hoje, nas democracias do "senhor-toda-a-gente", floresça o cognitivismo comportamental. O seu princípio é exactamente evitar a fala: para ele, governar, educar ou curar é domesticar, treinar comportamentos predefinidos socialmente, transformar os humanos em pseudo animais previsíveis recalcando o sujeito, a pulsão, o desejo, em suma, o significante e a relação de cada um ao objecto que falta. Recalcamento com consequências. Porque só assumindo aquela falta ou perda se tem acesso ao mundo da representação onde o desejo se alimenta e se orienta e onde se asseguram as identificações sexuais.

Pensa-se hoje que a técnica pode resolver todos os nossos problemas - frio, fome, doença, mal-estar, capricho, solidão, comunicação... Mas não está em seu poder curar-nos nem da fala nem da sexualidade, nem do muro que existe entre um homem e uma mulher. A esse muro Lacan chamava linguagem.

A Internet, também ela, escamoteia ou facilita muito que se escamoteie a fala e a sexualidade. É pois ousadia da nossa parte pensar que poderemos ser, apesar dela e com ela, psicanalistas. Ousemos.

 

Psicologia Clínica

Psicanálise

Psiquiatria 

Disponibiliza-se 

 Espaço

Consultório

Formação

Supervisão 

ALI-Centro Português de Psicanálise

R.Nova do Almada nº 36 3ºEsq

Lisboa

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